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Existe pobreza na Alemanha?

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Pobreza na Alemanha é um assunto muito, mas muito relativo. Afinal de contas, qual é a linha exata onde começa a pobreza? Na verdade, definir se uma pessoa, um bairro ou uma cidade podem ser consideradas pobres, exige levar em conta uma série de fatores. No entanto, a verdade é que apesar de toda a preocupação em cuidar de seus cidadãos, a Alemanha também tem seus perrengues. Sendo assim, você vai conhecer alguns locais conhecidos por sua pobreza na Alemanha. Ao mesmo tempo, vai poder analisar se o que é pobreza na Alemanha pode ser considerado pobreza no Brasil.

Em geral, o principal fator levado em conta para determinar a faixa de pobreza na Alemanha é a renda. Ou seja, o valor que o cidadão recebe anualmente comparado à média do país, determina seu poder aquisitivo. Consequentemente, situa a pessoa ou a região no mapa da riqueza ou da pobreza. Normalmente, a renda anual de um trabalhador alemão fica em torno de 52mil euros. Ou seja, pouco mais de 4.300 euros por mês. Então, quando uma cidade tem a renda média por habitante muito abaixo desse valor, ela pode ser considerada como pobre na Alemanha. Então, o que é considerado como pobreza?

O que é considerado pobreza na Alemanha

Para começar, você pode comparar os ganhos entre Brasil e Alemanha para entender a diferença de padrões. Por um lado, na Alemanha, uma pessoa que recebe 16.203 euros por ano é considerada pobre, ou de baixa renda. Mensalmente, esse trabalhador recebe 1.350 euros. No Brasil, isso vale R$ 8.290,82 (com a cotação do euro a R$ 6,13).

Por ouro lado, o salário-mínimo no Brasil, gira em torno de R$ 1.100. Na Alemanha, isso vale 179,44 euros por mês. Por isso, o trabalhador considerado pobre na Alemanha, poderia viver confortavelmente no Brasil. Aliás, nos padrões brasileiros, um salário superior a R$ 8mil é um sonho de consumo quase inatingível para a grande maioria da população. Vendo por esse ponto de vista, parece razoável dizer que não existe pobreza na Alemanha, certo? Na realidade, não é bem assim…

A economia da Alemanha é uma das mais fortes do mundo. Por isso, a desigualdade social só é vista quando se procura por ela. No entanto, esse degrau tem ficado cada vez mais alto, nos últimos anos. Acontece que, a média salarial de grande parte dos cidadãos alemães é bem elevada quando comparada à média do Brasil. Mas, para os padrões alemães, é vista como insuficiente. Como resultado, esses trabalhadores e as cidades com baixa renda são considerados como pobres. Até aqui, você viu o salário médio de um trabalhador alemão e quanto ganha alguém considerado pobre. Mas, como essa pobreza é vista?

Existem favelas na Alemanha?

Não existem favelas na Alemanha como as favelas do Brasil. Mas, existem locais com a mesma reputação, com os mesmos problemas sociais e até com truculência policial semelhante. Nesses casos, você pode encontrar locais conhecidos como Brennpunkte e Benachteiligtes Quartier. A seguir, você vai entender o que cada um deles quer dizer.

Brennpunkte

Ao pé da letra, a palavra Brennpunkte significa um ponto crítico social. De acordo com a Associação Alemã de Cidades e Vilas (Deutscher Städtetag) essas são “áreas residenciais onde os fatores que afetam negativamente a vida dos seus moradores e, especialmente, as oportunidades de desenvolvimento de crianças e adolescentes são mais comuns”. Em outras palavras, são áreas de risco, estigmatizados pela desorganização, desemprego e violência.

Benachteiligtes Quartier

Literalmente, isso significa “bairro desfavorecido”. Ou seja, se refere a vizinhanças sem muitos cuidados. Por isso, os aluguéis são baratos e as moradias não atraem muitos moradores. Considere Lehe, por exemplo, bairro da cidade de Bremerhaven. O bairro sofre com o desemprego que atinge cerca de 30% da população. Além disso, os prédios estão largados às traças, sem manutenção. De fato, nem parece que faz parte da próspera Alemanha.

Locais de maior pobreza na Alemanha

Um estudo realizado em 2019 pela Associação Federal de Assistência às Pessoas Sem Teto (BAGW), concluiu que cerca de 650 mil pessoas vivem sem uma residência fixa na Alemanha. Além disso, cidades que antes tinham uma economia sólida, agora penam para se manter. Na verdade, cidades que contam com grandes indústrias, como a Volkswagen, não precisam se preocupar. Afinal, os impostos pagos pelas empresas cobrem grandes necessidades da comunidade. Mas, existem as que vivem do outro lado da moeda.

Bochum

A cidade de Bochum, por exemplo, passou por essa experiência. Inicialmente, cerca de 20 mil trabalhadores circulavam pela fábrica de automóveis da Opel na cidade. Aliás, muitos deles vieram das minas de carvão. Assim, a empresa ajudou a erguer a economia local. No entanto, a fábrica fechou e apenas cerca de 2 mil trabalhadores ainda estão na empresa. Como resultado, a economia ficou totalmente comprometida e com números bem abaixo da média da Alemanha.

Gelsenkirchen

Levando em conta a receita média, Gelsenkirchen, na região de Ruhr no estado da Renânia do Norte-Vestfália, é a cidade mais pobre do país. Na região, a renda per capita gira em torno de apenas 16,274 euros por ano.

Oslebshausen

Um dos distritos menos favorecidos de Bremen, Oslebshausen entra na lista. De fato, o nível de desemprego na região alcança incríveis 80%. Por isso, grande parte de seus moradores depende do auxílio do governo para sobreviver.

Pobre país rico

Para concluir, podemos dizer que assim como em qualquer outra parte do mundo, a Alemanha também tem suas dores. No entanto, para enxergar essa carência, é preciso olhar com mais cuidado. Assim, você vai conseguir notar que apesar da forte economia, milhares de pessoas moram nas ruas do país. Porém, a pobreza na Alemanha também é uma preocupação do governo. Por isso, as autoridades se esforçam em prover auxílios que conferem certo grau de dignidade para seus cidadãos. Ao mesmo tempo, investe também em abrigos aquecidos para os que moram nas ruas. Por esses motivos, esses locais e essas pessoas menos favorecidas não são as primeiras imagens que vêm à mente quando se fala no país. Para sabe mais sobre o auxílio fornecido pelo governo alemão, clique aqui.

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