1. O alemão é uma das principais línguas da União Europeia, com aproximadamente 100 milhões de falantes nativos e cerca 200 milhões no total.

Estima-se que, no mundo inteiro, aproximadamente 100 milhões de pessoas falem alemão como primeira língua, e mais 100 milhões utilizem o idioma como segunda língua. Se adicionar, ainda, as pessoas que estão aprendendo, mas ainda não o dominam totalmente, o número de indivíduos que têm algum conhecimento de alemão pode chegar a até 280 milhões. Mais de 90% deles, entretanto, está na Europa.

O alemão é o idioma mais falado na União Europeia como primeira língua (por 18% da população total), e a segunda língua com o maior número de total de falantes (32% somando nativos e não-nativos). É idioma oficial na Alemanha, Áustria e Liechtenstein, além de ser idioma cooficial na Suíça, Bélgica, Luxemburgo e Itália (Tirol) e também falado em algumas regiões da Dinamarca, Hungria, Polônia e outros países do Leste Europeu. É língua franca na Europa Central e Oriental.

Ou seja, saber alemão pode ser muito útil se você vai visitar esta região. Mesmo que nos locais mais turísticos muitas pessoas também falem inglês, saber o idioma local pode facilitar em muito a viagem na hora de ler placas, cardápios e rótulos. Além disso, pode ser essencial se você pretende passar por vilas menores e locais mais alternativos, não tão visitados por estrangeiros.

2. Livros em alemão estão entre os mais publicados no mundo.

A Alemanha publica cerca de 90 mil livros por ano, mantendo-se em geral entre a quinta e a sexta posição mundial.1 Se somarmos, ainda, livros publicados em outros países de língua alemã, como a Suíça e a Áustria por exemplo, esse número é ainda maior. E muitos destes livros não chegam a ser traduzidos para o inglês, e muito menos para o português. Ou seja, aprender alemão te abre oportunidades para entrar em contato com um mundo literário totalmente novo.

Além disso, ler uma obra em sua língua original sempre proporciona um entendimento mais profundo do real sentido que o autor pretendia dar às palavras. Isto porque, por melhor que seja o tradutor, muitos conceitos não possuem uma tradução exata em todas as línguas, o que acaba gerando ambiguidades e, às vezes, até leves perdas de significado. Principalmente se a obra passar por mais de uma tradução (por exemplo, de alemão para inglês e, depois, de inglês para português).

Então, aqui está mais um ótimo motivo. Mesmo que você não vá viajar para a Europa, ainda pode mergulhar nessa cultura através da literatura, tanto de clássicos como Kafka, Goethe, Schiller, Brecht, Keller e Hesse, quanto de autores contemporâneos.

3. Grande parte do conhecimento científico do período após a Revolução Industrial e antes da Segunda Guerra Mundial foi publicado em alemão.

Hoje em dia, a maior parte do conhecimento científico produzido mundialmente é publicado em inglês. Mas, antes do fortaleciamento econômico norte-americano e do desenvolvimento intenso das telecomunicções alavancarem o inglês como língua franca mundial, grande parte do conhecimento filosófico e científico mundial era produzido em alemão (junto com o inglês e o francês).

Ou seja, para ter acesso e compreender mais profundamente o conhecimento produzido no século XIX e primeira metade do século XX, saber alemão pode ser uma mão na roda. Grandes cientistas e pensadores desta época escreviam suas descobertas e opiniões em alemão. E, mesmo que você encontre trabalhos traduzidos, é comum, neste tipo de obra, o tradutor adicionar notas ou trechos do idioma original para enfatizar o sentido exato que o autor pretendia com suas palavras.

Aqui estão alguns exemplos de grandes cientistas, filósofos, poetas, artistas e dramaturgos alemães, suíços e autríacos: Friedrich Nietzsche, Karl Marx, Friedrich Engels, Friedrich Schiller, Albert Einstein, Bertold Brecht, Werner Heisenberg, Sigmund Freud, Erwin Schrödinger, Friedrich Hayek, Carl Jung, Ada Christen, Heiner Müller, Johann Wolfgang von Goethe, entre muitos outros.

Não à toa, a Alemanha ocupa a terceira posição dos países mais contemplados com prêmios Nobel, com 107 laureações. A Suíça está em sexto, com 26 prêmios, e a Áustria em décimo, com 21.

4. Saber alemão pode ser o caminho mais barato para estudar no exterior.

Se o seu sonho é estudar no exterior, mas não tem dinheiro para pagar as caríssimas universidades britânicas e americanas, a Alemanha pode ser o seu lugar. Aqui, além da qualidade do ensino ser reconhecida mundialmente, a maioria das universidades públicas não cobram mensalidades, tanto para cidadãos nacionais quanto para estrangeiros. E, mesmo quando existe uma taxa, ela costuma ser muito mais barata do que em outras universidades top de linha pelo mundo, quase um valor simbólico.

Além disso, existe uma grande oferta de bolsas de estudo, onde você recebe um auxílio do governo para estudar. No site da DAAD, a organização que cuida deste tipo de intercâmbio, você encontra várias informações sobre este assunto. E, mesmo que você escolha um programa de pós-graduação em inglês, saber alemão com certeza te coloca em vantagem perante os outros candidatos, e também será crucial para se integrar e viver no país.

5. Saber alemão abre possibilidades de trabalho na Europa e no mundo.

A Alemanha é a maior economia da Europa e a quarta maior do mundo, sendo que quase metade de sua produção tem como destino a exportação.2 Portanto, é um campo riquíssimo para trabalhar e adquirir experiência profissional junto a grandes nomes mundiais. Se somar, ainda, outros países de língua alemã, as oportunidades são ainda maiores.

Várias marcas mundialmente conhecidas possuem suas sedes na Alemanha, Áustria ou Suíça. E muitas delas possuem também filiais em terras tupiniquins. Ou seja, mesmo que a sua intenção não seja morar no exterior, saber alemão pode ser um grande diferencial no seu currículo para projetar sua carreira no Brasil, mesmo.

Aqui estão apenas alguns exemplos de empresas multinacionais com sede na Alemanha, Áustria e Suíça: Adidas, Allianz, BASF, Bayer, BMW, Mercedes-Benz, Dr. Oetker, Porsche, Puma, Siemens, Sixt, ThyssenKrupp, Volkswagen, Lindt, Logitech, Nestlé, Tetra Pak, Swarovski, Red Bull, Audi, Bosch, Faber-Castell, Melitta, Nivea, entre muitas outras.

6. Aprender um novo idioma é divertido e estimula o cérebro.

Aprender um segundo idioma é um dos mais eficientes exercícios para o cérebro. Estimula a memória, o raciocínio e previne o envelhecimento. Através do aprendizado de uma língua, você aprende também sobre diferentes culturas e maneiras de enxergar o mundo, novas perspectivas e formas de pensar. E mais: hoje em dia, com a globalização e a facilidade em viajar e em se comunicar com todos os cantos do planeta, saber outros idiomas pode ser uma ótima oportunidade para conhecer pessoas.

Então, por que não alemão? Afinal, além de todos os motivos mencionados acima, ainda pode ser uma experiência muito divertida! Se você quer saber como, não deixe de conferir também o nosso post sobre as “7 caraterísticas básicas para começar a entender a língua alemã”. E continue acompanhando o blog para saber mais sobre a cultura germânica. 😉

1. Em comparação, o Brasil publica cerca de 20 mil novos livros por ano e ocupa a vigésima posição. Fonte: Wikipedia
2. Em comparação, o Brasil é a oitava economia do mundo e exporta 12% de sua produção.

 

Autor: Gabriele Tschá

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  1. Pingback: Como estudar alemão por conta própria – Alemanha Cast

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